domingo, 6 de março de 2011

Síndrome do Ninho Vazio.


Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

( Gibran Khalil Gibran )


Monnya é a filha mais velha, de três irmãos. Magaly e Jonathan partiram precocemente (razões de muitas dores) , assim toda minha vida foi canalizada para a Monnya.
O melhor pra ela, primeiro ela, sempre ela.
Depois veio a Mariana.
O melhor pra elas, primeiro elas, sempre elas.
Hoje , aos 29 naos, a mãe da Mariana trabalha na Universidade Federal, faz mestrado, está noiva e, claro, voa alto.
Começo a sentir o ninho vazio.
Estou a minha procura. Vai passar.


Bjs


4 comentários:

blogdaserra.com disse...

Oi Bete. No final, a gente acaba percebendo que as pessoas também tem seu tempo e toma seus destinos. Vai passar sim, com certeza.

Um beijão.

Argonauta021 disse...

Verdade Bete, não é fácil lidar com a nova fase que se alonga toda a vida, fico pensando nisso às vezes também, já faço planos para quando me aposentar, para tentar suportar o vazio que fica, quero fazer escola de dança, falar francês, inglês, e se der, japonês também, aulas de música e violão, ir ao cinema muitas vezes mais, ter uma coluna num jornal ou revista..., talvez eu também esteja voando alto, mas é só pra ver se consigo ocupar a mente e alegrar o espírito, ver os filhos de vez em quando, reunir a família pelo menos uma vez por ano e conseguir me divertir e aproveitar a nova fase. Amiga, chore, mas não chore tanto, pense no que ainda pode fazer que ainda não teve chance, vamos lá, não é nada demais,vamos continuar amando nossos filhos, estejam eles onde estiverem, estejamos nós onde estivermos. Eles sempre terão esse lugar guardado, que é insubstituível, inviolável e sempre pronto nos nossos corações.
Um abração Bete.

Magui disse...

Ainda bem que os nossos filhos não são nossos.São filhos que Deus nos deu para criar.E, vamos prestar contas...

Luís Coelho disse...

Estava a precisar ler pensamentos assim. Abrir as portadas do coração e deixar os filhos fazerem a sua própria caminhada.

Uma coisa é querer formá-los à nossa maneira e outra é dar-lhes formação para que sigam o seu caminho.

Uma coisa é continuar com uma linha de amizade e respeito e outra é quando simplesmente abandonam todos os laços familiares.